No meu último artigo, fiz referência a Wolfenstein que teria surgido antes de Doom. E é verdade: antes e bem antes.

A história de Wolfenstein começa em 1981. O jogo tinha por nome Castle Wolfenstein. Lançado na época para o Apple II (sim, era assim que se chamava o computador e já ia na segunda geração), a história resumia-se a: foste apanhado pelos nazis e muito provavelmente vais ser morto. Acontece que como quem tem amigos não morre na prisão, na tua cela encontras uma arma e por isso já vais poder (pelo menos tentar) fugir desse lugar e assim safar o corpinho. Tudo muito old style (e atual…)

Chegamos, pois, a 1984 e sai a sequela: Beyond Castle Wolfenstein. Lançado para Apple II e C64 parte depois ao comum MS-DOS e às consolas da Atari. Baseado no original, já tínhamos mais algumas opções como interrogatórios, possibilidade de usar cartões de identificação falsos, entre outros.

E eis que em 1992, surge o que para muito é considerado pai dos FPS (e com muita razão). Surge Wolfenstein 3D. E aqui, minhas amigas e meus amigos, começa a aventura em 3D mais ou menos como conhecemos os FPS de hoje em dia. Mas foi com Doom que se popularizou o FPS (ler anterior artigo).

 

O nosso soldado Blazkowicz é capturado e está preso no castelo Wolfenstein. Consegue obter uma arma e assim vai lutando contra hordas de inimigos para tentar fugir do dito castelo (já vi isto em qualquer lado). Labirintos e mais labirintos.. tudo em 3D. Poderíamos dizer que os gráficos não são nada de especial para um FPS, mas estamos em 1992!!

O arsenal era composto por uma faca, uma pistola, uma metralhadora e uma automática giratória. Nada de armas todas XPTO…. Poucas, mas muito eficazes.

Som do melhor para a época e já com algumas “vozes” que embora tipo grunhidos, davam-nos um ambiente totalmente envolvente. Quem na altura não tinha placa de som (e acreditem, eram muitos!) não usufruía desta experiência…

O jogo é totalmente em 3D. A Id esmerou-se de tal maneira que catapultou a empresa para o topo das companhias desenvolvedoras de vídeo jogos.

Surge em 1993 uma novidade: a possibilidade de fazer níveis extra para o jogo. Falo de um upgrade que na altura dava por nome de Wolfenstein 3D Super Upgrades e que tinha também o Wolf Creator que assim tornava o jogo quase infinito.

Passagens escondidas, a recolha de objetos extra, kits médicos ou comida podiam ser encontrados com mais ou menos dificuldade.

Porém, Wolfenstein teve alguns contratempos. Por exemplo, na Alemanha foi proibida a sua comercialização, devido ao uso do símbolos nazis e à banda sonora que incluía o hino nazi. O sangue saído do inimigos foi outra preocupação para a ID e em alguma versões, como na SNES, o sangue foi substituído por um líquido verde, assim como os cães (pastor alemão, pois claro) substituídos por ratos enormes.

Mais na segunda parte…..

Bons jogos (old ones….)

Share this Post

Deixar uma resposta